Não me culpe pela falta de detalhes.
No alicerce dos tempos mais remotos, era um estudante sonhador (que talvez ainda seja). Me apaixonei pela dona realidade.
A realidade muito não me queria, mas talvez por se odiar e sonhar com a utopia, se entregou a mim.
Mas o que um estudante classe media sabia da realidade?
Me frustrei, meu amor parecia sempre insuficiente.
Hoje vejo, não que fosse. era apenas amor, e o erro foi pensar que tudo se resumisse a isso (efêmero).
Quando realidade não estava, mais a queria, contudo não compreendia suas motivações, dividida entre si e eu. Nada era suficiente, por mais que se esforçasse (e muito foi!), sempre deixava falhas.
Há realidade, como foi injusto contigo, sempre querendo me agradar mesmo nas piores horas, porém insuficiente.
Hoje nesta noite... muito longe da realidade, vendo minha TV, és que você me aparece.
Por mais que fosse apenas imaginação minha compreensão, pude sempre ajudar e dar esperanças a realidade.
Ó mundo cruel! tirastes meu eu de mim mesmo, se ela em tempos remotos me completava, e se eu lhe dava esperanças.
mundo: "extirpa a farpa que se destaca! viva teus com seus iguais."
eu: "...e tu, sempre sujo. morda tua lingua e do teu amante DESTINO! seu "Z" filho da puta, letra inútil do alfabeto! tiraste minha realidade para nunca mais. Cada lágrima que rola hoje, mostra que ela ainda esta comigo. Esse bafo que solto com dor e compreensão, da injustiça, hoje é tua culpa. Se pudesse pulava da ponte para não fazer mas parte de ti, mas porém, realidade não queria assim.
Vou viver o melhor que puder por mim e por ela. Mesmo que me odeie agora. Fui cruel com toda realidade. e ela comigo. Só posso culpar o mundo por isso!"

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